Wednesday, December 13, 2006

RECURSOS FÍSICOS: COMPUTADORES E CONECTIVIDADE

RECURSOS FÍSICOS: COMPUTADORES E CONECTIVIDADE

Paulo Henrique

No texto “Recursos físicos: computadores e conectividade” o autor aborda como a disponibilidade dos meios técnicos influenciam no acesso das pessoas aos computadores e à conectividade.

Utilizando-se do resultado de pesquisas realizadas por Kristopher Robinson e Edward Crenshaw (feita em 75 países desenvolvidos e em desenvolvimento), e pela pesquisa de Eszter Hargittai (feita nos 18 países membros da OCDE) o autor vai demonstrar que o problema da exclusão digital está relacionado à ausência – ou pouca presença - dos recursos indispensáveis para o desenvolvimento e estímulo da prática da comunicação, tais como: teledensidade, concorrência entre as empresas de telefonia, nível de escolaridade e abertura política.

Com esses dados, o autor faz uma demonstração comparativa, evidenciado o fato de que tais fatores impedem que haja uma maior expansão do numero de pessoas incluídas no meio digital tanto nos países desenvolvidos, como nos em desenvolvimento. Contudo, é exposto, que enquanto os países desenvolvidos lutam pela universalização dos serviços, promovendo um acesso mais eqüitativo entre os cidadãos, os paises em desenvolvimento, buscam promover a universalização do acesso aos seus cidadãos.

Ao fazer uma rápida analise de países como, por exemplo, Índia e China o autor demonstra como os problemas da má distribuição da teledensidade e dos recursos econômicos, além do fato desses meios de comunicação não estarem adaptados as respectivas línguas de seus paises, dificulta o avanço da inclusão digital neste países.

Por fim, o autor expõe alguns exemplos de soluções que estão sendo desenvolvidas em alguns países para tentar conseguir promover a inclusão digital nos países subdesenvolvidos: o simputer indiano e o computador popular brasileiro.

RESENHA ARTIGO COMUNICAÇÃO, INFORMAÇÃO E CIDADANIA: A INCLUSÃO DIGITAL COMO ALTERNATIVA A DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL.

Nesse artigo escrito por Ligia Maria Moreira Dumont e Marina Cajaíba da Silva, é inicialmente comentado dentro do contexto atual das TIC´s (Tecnologias de Informação e Comunicação) relacionando com as possíveis oportunidades de cidadania geradas pelas TIC´s.
Na introdução do artigo, as autoras fazem um apanhado geral das características sociais e naturais de dois distritos: São Gonçalo do Rio das Pedras e Milho Verde, pertencentes ao município do Serro – localizado no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais -. Essa região é considerada uma das mais pobres do Brasil.
Então, começam citando diversos “pontos negativos” dos distritos: os vilarejos não têm água encanada; estrada é de terra e quando chove ficam ilhados; algumas casas não têm luz elétrica, e também cita alguns “pontos positivos” como a beleza natural composta por diversas cachoeiras, serras e montanhas; uma boa culinária mineira; etc.
Após comentar essas características gerais, elas entram no tópico que começa a relacionar a comunicação e informação com a cidadania. Apresentam diversos conceitos, de diversos autores, dentre eles de direitos sociais, pobreza, exclusão social, e cidadania.
Um dos tópicos mais importantes do artigo é o “A inclusão social a partir das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC`s)”, pois é nele que está a problemática do texto. Nele se argumenta a possibilidade de resultados significativos com a implantação da tecnologia em locais “esquecidos” como -acontece em Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras com a implantação dos telecentros com acesso a Internet.
Por fim, as autoras citam diversos casos de resultados positivos, após a implantação das novas tecnologias nos vilarejos. Exemplos como: transações bancárias, acesso a inscrições em vestibulares e concursos públicos; uso de chats e e-mails; acesso à informação em tempo real; etc. Porém, segundo as autoras, mesmo com todos esses resultados não se pode chegar a nenhuma conclusão concreta, quando se trata de influência na melhoria das condições sociais dos distritos.

Thursday, December 07, 2006

Um modelo de inclusão digital: o caso da cidade de Salvador de Leonardo Costa e Andre Lemos

Universidade Federal da Bahia
Faculdade de Comunicação
Disciplina: Comunicação e Informática
Aluno: Gabriel Barney

Um modelo de inclusão digital: o caso da cidade de Salvador


A Sociedade da Informação ou Sociedade do Conhecimento ou Cibercultura, ou ainda a Sociedade Digital, há varias definições pra um mesmo contexto social, que é, sinteticamente, a emergência das tecnologias digitais e telemáticas que se interam com a cultura contemporânea.
Sendo assim, inclusão social na era da informação significa na maioria dos casos, oferecer condições materiais (destreza técnica e acesso á internet) para o manuseio das TICs. Incluir significa adaptar, moldar e formar indivíduos capazes de manipular programas e sistemas operacionais que poderão estar superados daqui a alguns meses.
Essa discussão passou a fazer parte das políticas publicas de inclusão social, afinal, estar inserido neste contexto passou a ser essencial, e o governo resolveu assumir o controle para assim, poder incluir. Discuti-se então se incluir é adaptar e como fazer com que a inclusão seja substancial para quem a assimila? Porque incluir é necessariamente dispor de componentes técnicos (conhecimento operacional), cognitivo (visão crítica), econômica (ter condições financeiras de acesso às tecnologias). Essa inclusão deve abranger os capitais sociais, culturais, técnicos e intelectuais. Devendo estar em sinergia para o enriquecimento dos indivíduos ou dos grupos, para que os quatro capitais essenciais sejam assim assimilados.


Estar inserido digitalmente passa a ser considerado um direito dos cidadãos, cabendo aos poderes públicos já que há um dialogo entre inclusão digital e inclusão social. O “ Programa Sociedade da Informação” de 1999 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão objetivando políticas de inserção da sociedade brasileira, como um todo no cenário, já que 85% da população brasileira está excluída da chamada “Sociedade da Informação”.
“Lula ira fazer da inclusão digital uma poderosa arma de inclusão social”, são palavras do ministro das Comunicações, Paulo Lustosa, , que afirmou ainda que o governo tem pressa em integrar todos os programas existentes no país. Para isso criará o Modelo Brasileiro de Inclusão Digital, que evitara a duplicidade de projetos. O Governo esta criando o “Casa Brasil” (telecentros e rádios comunitárias)e o “Computador para Todos”. Entretanto, os mais beneficiados encontram-se na região Sul e Sudeste.


Inclusão digital:

Espontânea: sociedade na era da informação, tendo ou não formação para tal uso. A vivencia em metrópoles coloca o individuo em meio tecnológico. Ex: uso de caixas eletrônicos em bancos, cartões de credito, smart cards e celulares.

Induzidas: projetos induzidos de inclusão digital as tecnologias eletrônicas e as redes de computadores executados por empresas privadas, instituições governamentais e não governamentais.

São três as categorias de Inclusão Digital Induzida:

Técnica: destreza no manuseio do computador, softwares e da internet. Estimulo do capital técnico.
Cognitiva: visão crítica dos meios, estímulos dos capitais culturais, sociais e intelectuais. Prática social transformadora e consciente. Capacidade de compreender os desafios da sociedade contemporânea.
Econômica: capacidade financeira em adquirir e manter computadores e custeio para acesso à rede e softwares básicos. Reforço dos quatro capitais ( técnico, social, cultural e intelectual).


Quatorze projetos foram analisados na cidade de Salvador, durante o segundo semestre de 2004, fazendo parte do projeto de conclusão de curso de Leonardo Costa, e orientado por André Lemos. Apenas o capital técnico, na maioria dos projetos analisados, ou seja, em 85,71%, é privilegiado, em detrimento dos capitais social, cultural e intelectual, esquecendo, assim, os aspectos cognitivos e econômicos. Os autores defendem a idéia e eu concordo quando dizem que as TICs, não devem ser injetadas de fora para produzir certos resultados. Ela deve ser tecida de maneira complexa na sociedade. Pois, de maneira geral, eles estão centrados na ênfase do aprendizado técnico.

Análise doa capitais investidos nos projetos de inclusão digital em Salvador:

85,74%: inclusão técnica.
35,71%: inclusão cognitiva
7,14%: inclusão econômica, ou seja , apenas um projeto.
14,28%: não se enquadram em nenhum capital analisado.
7,14%: Três tipologias: visão ampla e complexa da inclusão digital, é o caso dos Infocentros.

Sendo assim, de maneira, os capitais intelectuais, sociais e culturais estão fora do contexto de inclusão. O combate a essa nova forma de segregar, deve ser articulado com outras políticas de luta contra as diversas desigualdades sociais.

Segundo Rondelli, há 4 passos para inclusão digital:

o ensino (só acesso não é suficiente);
a oportunidade de emprego dos suportes técnicos digitais na vida cotidiana e no trabalho;
a necessidade de políticas públicas para inclusão que visem mais especificamente privilegiar o aspecto cognitivo.
e a exploração dos potenciais dos meios digitais.

O capital cultural e a memória de uma sociedade, o social, a potencia política, e o técnico a potencia da ação e da comunicação (Lemos, 2004).]
Os autores do artigo em questão crêem que o processo de “inclusão” deve ser visto sob os indicadores econômicos (ter condições financeiras de acesso ás novas tecnologias), cognitivo (estar dotado de uma visão crítica e de capacidade independente de uso e apropriação dos novos meios digitais) e técnico (possuir conhecimentos operacionais de programas e de acesso à internet). Neste sentido, incluir é um processo amplo que deve contar com ações nos quatro capitais explicitados: técnico, social, cultural e intelectual.


RESUMO DOS CAPITAIS (todos já explicitados anteriormente):


SOCIAL
TÉCNICO
CULTURAL
INTELECTUAL

Sendo, privilegiado o Capital Técnico nos projetos de inclusão da cidade de Salvador.


TRES CATEGORIAS A FIM DE ENTENDER A “INCLUSAO” (analisado apenas os processos de Inclusão Induzida).


TÉCNICA
COGNITIVA
ECONÔMICA

Wednesday, December 06, 2006

RESENHA:
Tecnologia e Inclusão Social: a exclusão digital em debate
Capítulo 5: Recursos Humanos: Letramento e educação
MARK WARSCHAUER

A educação afeta a interação on-line em dois níveis: No primeiro vê-se a educação em um sentido maior como acelerador do desenvolvimento econômico. “A educação em massa correlaciona-se diretamente com os níveis elevados de acesso à Internet pela sociedade.” Esta relação seria uma “mão dupla” pois a educação não é apenas causa do desenvolvimento econômico, mas também conseqüência deste.
No segundo nível, as habilidades de leitura e escrita mostram-se essenciais para a capacidade de utilização da Internet.

Tecnologia e Letramento.
As transformações sociais, econômicas e tecnológicas estariam provocando mudanças nas práticas do letramento. Surgem novas práticas baseadas na informática e na Internet. O autor cita quatro:
1. Letramento por meio do computador.
Este termo, antes referido as formas mais básicas de operação com computador, teria sido bastante criticado por esta simplicidade, porém cita o autor um exemplo de como este letramento pode influir num melhor desempenho e eficiência em uma tarefa de diferente escrita, comparando o célebre autor Gabriel Garcia Márquez antes adepto da máquina de escrever e hoje utilizando o computador que lhe garantiu maior produtividade.
2. Letramento informacional.
Este letramento envolve tanto o conhecimento específico do uso do computador como habilidades de letramento crítico. Esse letramento crítico se torna necessário na medida em que no universo on-line existe a grande quantidade de informações incorretas, nocivas, confusas e inúteis que necessitam serem filtradas pelo usuário.
3. Letramento Multimídia.
Pelo fato de ser um letramento mais fácil e acessível, a multimídia adquire uma grande importância na informática. Diferente da leitura e escrita, estes muito mais difíceis, menos acessíveis e discriminatórios (limitam-se às línguas de maior influência), a multimídia torna-se um letramento de maior importância nesta democratização do acesso. Porém a inacessibilidade ao conteúdo multimídia devido à estratificação social dos sistemas educacionais e a indústria da tecnologia e informação pode causar o oposto do citado acima, causando maior desigualdade nesta questão.
4. Letramento comunicacional mediado por computador.
Este se refere às habilidades interpretativas e de escrita necessárias para que as pessoas se comuniquem efetivamente mediante a mídia on-line. Seria incluir a pragmática da argumentação e da persuasão eficaz em diversos tipos de mídia da Internet. A habilidade mais básica se aprenderia em uma ou duas horas numa sala de bate-papo virtual, porém isto não quer dizer que seria o suficiente para saber escrever uma mensagem eficaz de correio eletrônico para uma empresa, uma instituição acadêmica ou um representante político.

A vida social da educação.
Seriam duas escolas de pensamento no debate educacional: A primeira considera a educação como processo de transmissão, a aquisição de fatos, informações e conhecimento mediante um regime de aula expositiva e tutela. Seria uma abordagem em desacordo com os imperativos da era da informação. A segunda, vê a educação como um processo construtivista, um processo mental interno, baseado na descoberta individual dos fenômenos externos. Estes seriam apaixonados da tecnologia educacional.
Para o autor, nenhuma das escolas consegue avaliar plenamente os fatores sociais que estão no centro do aprendizado e da educação.
Em seguida, o autor falará das comunidades de prática, onde se daria quase todo o aprendizado humano. Seriam redes de pessoas dedicadas a atividades similares. Nessas comunidades o aprendizado ocorre por meio de aprendizagem (uma criança aprendendo a falar ou um recém formado médico fazendo residência.). As comunidades de prática são de grande importância para as novas tecnologias. É uma maneira mais fácil de aprender um programa de computador em um escritório com outros em atividade similar do que em casa sozinho.

TIC na educação.
“Os conceitos de aprendizado localizado e pedagogia crítica são inestimáveis para o entendimento do relacionamento da TIC com a educação”
Aprendizado localizado seria o auxílio aos estudantes para tornarem-se parte integrante das comunidades de aprendizado criando situações relevantes, proporcionando oportunidades para os estudantes.
A pedagogia crítica tem muito em comum com o aprendizado localizado porém enfatiza o papel dos alunos na definição dos seus próprios problemas, com base em necessidades e questões sociais enfrentados por suas família e comunidades.
O autor afirma ser dada uma ênfase exagerada na informática por si. Focando apenas nas noções básicas em vez de buscar a interatividade que se pode com novas comunidades e cultura e no enfrentamento dos problemas significativos. Ele cita três programas de ensino que seguem este segundo caminho:
1. Educação por via da Informática.
Seria uma das maneiras imediatas de promover o acesso a TIC na educação. Centros comunitários de tecnologia estabeleceram programas comunitários para capacitar pessoas socialmente marginalizadas a aprender a usar computadores. Estes centros existem tanto em países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Dois exemplos são o Comitê para Democratização da Informática com sede no Brasil que foi estabelecido em parceria com o setor privado e o Playng2Win fundado em Nova York. Ambos projetos utilizam a informática não só como fim mas como meio de se realizar projetos voltados para a área social ou questões das próprias comunidades.
2. Educação reforçada por computador.
Na educação reforçada por computador, um currículo mais amplo já está estabelecido, baseado em cursos como matemática, ciências, estudos sociais entre outros. O objetivo deste programa é utilizar eficazmente a tecnologia para reforçar as finalidades educacionais mais amplas. Os principais locais associados à educação reforçada são as escolas públicas e os cursos superiores, assim sendo, este programa acaba entrando numa arena crítica de combate a marginalização em relação à sociedade da informação. As escolas públicas podem proporcionar um meio importante de inclusão e igualdade social.
Porém, nas escolas norte-americanas, onde o uso de computadores é o mais extensivo os resultados não são animadores. A evidência sugere que a utilização de computadores na educação está tendendo a piorar em vez de ajudar a superar a desigualdade da sociedade. Um dos possíveis fatores para esse fato negativo possa a ser a diferença no uso dos computadores em relação à faixa social. Estudos comprovam que em escolas mais pobres, com estudantes de níveis sociais inferiores (quase totalizados por estudantes negros e de origens hispânicas), o uso do computador refere-se à correção de trabalhos (em alguns casos servia de auxílio para ajudar a preparar a mão-de-obra para o mercado de trabalho) enquanto escolas “ricas” (maioria branca e de origem asiática) utilizariam estes computadores para aplicações e simulações que estimulam o pensamento de nível superior. Algumas escolas de comunidade de baixa renda fogem a regra e acabam por utilizar a informática para fins acadêmicos de enorme eficácia nas nessas comunidades. O autor cita dois exemplos: Projeto Fresa, onde estudantes de uma comunidade rural de maioria hispânica utilizam a TIC para promover as habilidades acadêmicas e a consciência crítica, e a Academia de Tecnologia no Centro de Aprendizado Foshay, localizado numa zona pobre de Los Angeles onde em uma academia de tecnologia é enfocado assuntos como programação e criação multimídia abordando diversos temas sociais.

Thursday, November 16, 2006

Internet e Sociedade em rede - Manuel Castells

Introdução

Manuel Castells inicia seu texto afirmando que a Internet é uma realidade do presente, não é algo a acontecer, e apesar de ser algo recente (criada por volta de 1969- difusão 1994). Já interage com toda a sociedade.

A internet é uma rede de computadores conectados, mais que uma tecnologia, é um meio de comunicação, de interação e de organização social.

Logo quando surgiu, acreditava-se que seria algo para as elites, porém pesquisas atuais revelam que seu alcance é bem maior. Vivemos em uma Sociedade em Rede, na qual todos os núcleos consolidados de direção econômica, política e cultural estão integrados através da internet Na essência, isso significa que a Internet será ainda o meio de comunicação e de relação essencial sobre o qual se baseia a nova forma de sociedade.

O autor resumirá em 10 pontos o que é a internet, porém deixa claro que sua análise será feita a partir de informações empíricas, visto que havia poucos estudos sobre o tema.

1.Lições da História da Internet

Castells quebra alguns mitos sobre a internet. O primeiro deles é o de que a Internet era uma tecnologia de uso militar, na realidade ela se desenvolveu a partir da interação entre ciência, pesquisa universitária, programa de pesquisa militar nos EUA e a contracultura libertária, todas interagindo ao mesmo tempo. Mas foi através da Cultura Empresarial que a internet se difundiu por toda a sociedade. O segundo ponto abordado explicita como a internet se desenvolveu espontaneamente, ela não foi criada como projeto de lucro empresarial, visando ter rentabilidade.

Terceira e quarta lição: desenvolve-se a partir de uma arquitetura informática aberta e livre, e os usuários foram e são de suma importância para o seu desenvolvimento, pois através de seus feedbacks aos produtores da tecnologia, que a internet foi se desenvolvendo.

O quinto ponto tratado é sobre sua origem, não se trata de uma criação americana, a internet desenvolveu-se a partir de uma rede internacional de cientistas e técnicos que trabalhavam em cooperação em todo globo, mas a tecnologia chave foi desenvolvida paralelamente nos EUA e na Europa. Por outro lado, o desenvolvimento da Internet com base nas novas redes libertárias é criação de grupos libertários - não do departamento de defesa.

Sexto ponrto: a internet é um regime de autogestão. O governo da Internet, é uma sociedade de caráter privado, o ICANN, que é responsável por distribuir domínios, protocolos etc. A última lição trazida pelo autor é sobre os códigos que governam a Internet, que sempre foram e continuam sendo aberto.

A conclusão feita pelo autor sobre a história da Internet servem para indicar até que ponto trata de um novo tipo de tecnologia em sua forma de organização.Trata-se de um instrumento de comunicação livre – criado de forma livre, por pessoas, setores, governos etc.

2.A Geografia da Internet

A geografia da internet pode ser definida em dois tipos: Usuários e Provedores de Conteúdo. O primeiro é caracterizados pelo alto nível de concentração em países desenvolvidos, alcançando uma média de 25 - 30% da população.Há de fato uma grande diferença do foco de penetração da internet em todo o mundo, entretanto as taxas de crescimento são altas (exceto África Subsaariana). Entretanto, esta geografia diferencial é negativa por provocar disparidades de usos, os países onde a internet demorou a ser incorporada, tem menos a dizer sobre o conteúdo, estrutura e a dinâmica da Internet.

Já os provedores estão concentrados em grandes áreas metropolitanas dos principais países do mundo, pois é aonde se concentram os profissionais mais bem capacitados e um maior uso de novas tecnologias.

Outro ponto importante sobre a geografia é a relação entre desenvolvimento da Internet e desenvolvimento urbano. Ambos estão profundamente relacionados, ao contrário do que se imaginava de que a tecnologia faria com que as pessoas se isolassem nos campos. Atualmente vivemos a maior taxa de urbanização da história.O que a Internet permitiu foi trabalhar em vários lugares; enquanto viajamos ou a partir de nossas próprias casas. É o conceito de “escritório móvel”, que permite a circulação do individuo por diferentes espaços físicos.

3. A Divisória Digital

O terceiro aspecto abordado pelo autor, é sobra a nova forma de classificar o mundo, a Digital Devide , que divide o globo entre os que tem e os que não tem acesso a Internet.

Territórios não conectados perdem competitividade econômica internacional, o que gera bolsões de pobreza, o que, por conseguinte os tornam incapazes de se agregar ao novo modelo de desenvolvimento. Apesar disso, há um aumento nas taxas de conectividade como um todo.

Um segundo elemento importante sobre divisão social, é sobre as diferenças de acesso, não só a forma como se acessa (velocidade), mas principalmente a capacidade educativa e cultural de utilizar a Internet. É importante saber onde está a informação, como buscá-la e transformá-la em conhecimento específico, ou seja a capacidade de aprender a aprender e saber o que fazer com o que se aprende. Este é o atual problema da divisão digital, pois trata-se de uma capacidade socialmente desigual, que está ligada a origem social, familiar, nível de cultura e educação.

4.Internet e a Nova Economia

Surgi um novo modelo de organização empresarial, no qual as empresas que funcionam com e através da Internet.

O comercio eletrônico é classificado em dois níveis: Business to consumers B2C – venda direta ao consumidor – o que representa 20% das transações eletrônicas da Interne; e Business to business, BSB que representa os 80% restante.

A internet provocou grandes transformações do funcionamento do mercado, o trabalho interno da empresa, a relação com os provedores e a relação com os clientes está se dando através da rede.

O centro de economia mundial são os mercados financeiros globalizados que funcionam mediante conexões entre computadores – tecnicamente não é Internet, não ta baseados em seus protocolos (etc), é rede de computadores que convergem rapidamente para ele. As transações financeiras eletrônicas desenvolvem os mercados financeiros. As ações estão sendo negociadas cada vez mais eletronicamente e não fisicamente, e a conseqüência é um aumento na velocidade e na complexidade do mercado. A Internet está mudando os métodos de valorização econômica.

5. A Sociabilidade na Internet

Interação social ou individual na internet - comunidade virtual.

A Internet não muda as relações existentes anteriormente, ela não pode ser classificada como boa ou má. O que acontece é que ela potencializa as características individuais do usuário. Quem tem tendência a se isolar, provavelmente continuará isolado, porém quem tem uma tendência a ser sociável, provavelmente irá fazer da internet uma ferramenta para manter contato os amigos e fazer novas amizades, e encontrar pessoas com gostos parecidos com o seu ( é o caso de comunidades como o orkut).

6.Movimentos sociais na internet.

O sexto ponto trata da utilização da internet como forma privilegiada de ação e organização

social.

Verifica-se um momento geral de crise das organizações tradicionais estruturadas, como partidos e associações políticas, além da emergência de atores sociais, como defesa de animais, florestas etc. Há uma mudança no quadro dos movimentos sociais, de organizados para movimentos sociais em rede com base em coalizões que se constituem em torno de valores e projetos. A net serve justamente para que cada um possa reivindicar seus direitos, criar associções, e

7 – Relação Direta da Internet com a atividade Política

“Internet mantém uma relação direta com a atividade política organizada”, tanto em relação aos partidos, como nos diferentes tipos de governo. A net é uma ferramenta com um grande potencial para auxiliar na democratização dos governos, através da participação popular. Entretanto, o que acontece normalmente é a sua utilização pelos governos para expor seus dados, como um mero quadro de anúncios, ou de pesquisas, para captar informações e transformar o cidadão em eleitor. Este último acontece não só nos sites governamentais, como também nos sites dos partidos.

O uso político da internet é falho, não por causa da internet, ela é demonstrativa do modelo político da maioria dos países, que se caracteriza pela falta de interesse por parte dos cidadãos. “ É preciso mudar a política para mudar a Internet e, então, o uso político da Internet pode converter-se em uma mudança da política em si mesma”.

8- Privacidade na Internet

Pode-se discutir este ponto com base em 2 elementos: relação Governo x Cidadã e relação Privacidade x Internet. A primeira é caracterizada pela falta de controle por parte dos governos, exceto China , pois eles não podem controlar tecnicamente a Internet. Não da pras ter um controle do que o cidadão acessa ou faz na rede (a China mantém este controle através da violência). Institucionalmente, a legislação da internet é fraca, pois por se tratar de uma rede mundial, cada país possui leis diferenciadas, então se torna complicado por exemplo o governo brasileiro julgar um site de domínio irlandês por exemplo.

A outra questão é sobre a privacidade na rede. Scott McNealy empresário do Vale do Silício afirma que “Não existe privacidade na rede”, ele tem certa razão ao fazer esta afirmação, pois a única forma da intenet se tonar mais segura, seria através da criptografia, e de fato há este debate em curso, sobre capacidade de criptografar, mas a questão barra no momento em que os governos defendem que a criptografia facilitaria a atividade de criminosos. Castells, discorda deste argumento porque acredita que a atividade criminosa é independe da internet.

9. A Internet e os Meios de Comunicação

A Internet modifica radicalmente os meios de comunicação; ela se converteu ao centro, a artéria principal, de distintos meios de comunicação. É o que chamamos de fenômeno multimídia. As noticias agora tem que ser em tempo real, o que leva uma empresa de comunicação a manter uma página na internet. Também é através da internet que agencia de comunicação podem difundir mais facilmente suas notícias.

A outra grande possibilidade aberta pela internet, é a da comunicação horizontal, de cidadão para cidadão. Cada um pode colocar suas idéias na rede, fazer seu protesto, divulgar sua causa (etc), sem intermediários, como é o caso dos Blogs; muitas denuncias já foram feitas através deste novo canal de comunicação. Um ponto importante a ser destacado sobre este assunto é sobre a credibilidade. Não se pode acreditar em tudo que está na rede., a partir desta conclusão é que foi criando o conceito das brand names – etiqueta da veracidade.

10- conclusão: A sociedade em rede

Para Castells, a internet não é apenas uma tecnologia, é um Meio de comunicação que constitui a forma organizativa de nossas sociedades é o coração de um novo paradigma sociotécnico.

Wednesday, November 01, 2006

TICs: Uma das alternativas para superação da exclusão social na educação

Universidade Federal da Bahia

Faculdade de Comunicação

Disciplina: Comunicação e Informática

Aluno: Pablo Barbosa

TICs: Uma das alternativas para superação

da exclusão social na educação

Sem perder a perspectiva de inovação que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) possibilitam ao ensino, os professores da Cardiff University, Neil Selwyn, Stephen Gorard e Sara Williams problematizam a análise dualista dos muito otimistas e pessimistas quanto ao futuro da educação. No decorrer do artigo Digital Divide or Digital Opportunity? The Role of Technology in Overcoming Social Exclusion in U.S. Education eles abordam o papel da tecnologia na transposição da enorme barreira que é a exclusão social (com base na educação) partindo de experiências que integram tecnologia e ensino nos Estados Unidos.

Com uma opinião moderada sobre o fenômeno, os professores visualizam a tecnologia como um dos instrumentos que possibilitam a superação da exclusão social na educação através de novas práticas de aprendizagem. Um detalhe importante a ser observado é que a instrução tecnológica aplicada de modo não massificado, ou seja, estimulada e aplicada apenas em certos grupos sociais excluídos pode gerar mais exclusão.

Um dos pontos chaves do artigo é a tentativa de compreender o Digital Divide como uma oportunidade digital e exatamente aí as políticas públicas devem estar presentes.

Um exemplo citado pelos autores foi o projeto do governo de Bill Clinton que destinou dois bilhões de dólares em incentivos fiscais durante 10 anos para encorajar as indústrias a doarem hardwares, capacitar agentes comunitários na utilização de softwares e plataformas e investirem em centros de tecnologia nas escolas, bibliotecas e comunidades periféricas. Além disso, foram disponibilizados 100 milhões de dólares para investir especificamente em 1000 centros digitais comunitários em locais urbanos e rurais de baixa renda. Esta é uma como iniciativa complementar a um programa já existente que possui 500 telecentros instalados em localidades de baixo poder aquisitivo.

Dentro da proposta de oportunidade digital alavancada pelo governo Clinton houve a preocupação em destinar crédito às famílias de baixa renda para ampliarem o acesso aos computadores a partir de casa. Também se investiu na construção de redes de alta velocidade, o que foi essencial para a efetiva aplicação de cursos à distância.

O que os autores refletem sobre estas iniciativas é que a informática foi escolhida como elemento primário na construção de uma base que propiciasse, a longo prazo, a superação das desigualdades educacionais entre os norte-americanos. Ou seja, foi uma escolha e não uma tendência natural. Ou melhor, uma aposta.

De acordo com as reflexões dos autores do artigo e os dados colhidos na pesquisa, a proposta de um conteúdo com horário flexível, custos mínimos e uma rede em banda larga possibilitaria uma aprendizagem mais fácil e acessível. No entanto, os resultados do padrão de escolaridade do norte-americano atual não foi o esperado.

A principal justificativa para este diagnóstico é a barreira da participação. Sendo o foco do problema os adultos, devido, especialmente, a inabilidade ao lidar com os recursos tecnológicos e a conseqüente falta de motivação no aprendizado.

Na outra ponta da corrente, os autores indicam que há evidências crescentes que os mais jovens apresentam uma identidade de aprendizado mais estável quando submetidos (desde cedo) a experiências familiares de ensino e a participação regular nas escolas formais. Os adultos, em contrapartida, afirmam os autores, visualizam a aprendizagem virtual de modo diferente da aprendizagem da vida real – o que é um elemento complicador para a disseminação de conhecimento dentro de um processo de transformação.

Realmente, até mesmo os proponentes mais entusiastas da aprendizagem à distância reconhecem as limitações do método por entender que existem várias formas para aprender. O ideal para a educação de adultos, segundo os professores, é utilizar metodologias semi-presenciais, pois reforçam o estímulo ao estudo e dão sentido de união a turma. Os autores ressaltam que em muitas situações de aprendizagem a confiança é essencial no processo educacional e a proposta pautada exclusivamente no campo virtual ignora este elemento ao digitalizar e manter online este fundamento.

Ao realizar um breve estudo demográfico dentro do grupo de adultos nos Estados Unidos descobrimos que os maiores prejudicados são as mulheres, os afro-americanos e os hispânicos. Quando consideramos o critério socioeconômico a linha tênue se solidifica na renda anual de 75 mil dólares. Quem ganha mais do que este valor tem um provável acesso nove vezes superior em comparação ao indivíduo de renda inferior e vinte vezes mais chances de acesso a Internet.

Munidos destes dados podemos analisar as políticas públicas atuais de incentivo a utilização da tecnologia ao ensino como ferramenta transformadora da realidade. O problema se encontra quando descontextualizamos estas iniciativas das práticas sociais e identificamos nesta possibilidade a única alternativa para melhorarmos de emprego ou de condição social. Aí, esta instrumentalização tecnológica da educação tem o efeito contrário e apenas reproduz e reforça as relações hegemônicas de poder e de exclusão social.

Tuesday, October 24, 2006

RESENHA - Economia, sociedade e tecnologia:

O texto se mostra contrario à concepção de inclusão digital surgida no século passado, na qual a facilitação de acesso às novas tecnologias, seriam suficientes para inserção das pessoas no era digital, defendendo a idéia de que inclusão digital vai alem e deve ser pensada a partir da inclusão social . Para fundamentar suas idéias Warschauer divide o texto em três partes, nas quais mostra uma evolução do uso das TIC’s nas empresas, suas conseqüências na sociedade e as mudanças que as novas tecnologias foram capazes de promover na comunicação.
No primeiro momento do texto, o autor faz um levantamento sobre a apropriação das TIC’s pelas empresas, onde relata o que chama de informacionalismo, que segundo o autor seria o novo estágio do capitalismo global, no qual as tecnologias da informação e comunicação são cada vez mais imprescindíveis, de forma que o próprio desenvolvimento econômico está atrelado a aplicação nestas novas tecnologias. São elas também responsáveis por grandes transformações nos modos de produção industrial, antes de massa e verticalmente organizada, para uma produção flexível, sob encomenda e com profissionais multiespecializados

“ Enquanto a empresa típica do século XX, foi a fábrica de automóveis, com trabalhadores enfileirados em uma linha de montagem, executando uma tarefa única, sobre ordens superiores, a empresa paradigmática do séc XXI, é a empresa de engenharia de software, com equipes de empregados multiespecializados, agrupando-se e reagrupando – se para assumir tarefas complexas ( ... ) as relações entre empregador e empregado e as relações entre empregados, assumiram novas formas ” pg 34.

Essas mudanças favorecem o surgimento de empresas que rompem as barreiras nacionais, denominadas de transnacionais, que orientam os investimentos para diversas partes do mundo.
Em seguida, o texto relata a estratificação econômica mundial, constatando através de dados do Banco Mundial e Organização das Nações Unidas, um aumento significativo na desigualdade entre os paises. Traz uma avaliação sobre desigualdade entre os paises ricos e pobres, no entanto, o mais importante neste segmento do texto é a diferença entre pobreza nos paises ricos e pobreza nos paises pobres e como ela se configurou após a introdução das TIC’s. Nos paises ricos, a aumento da desigualdade é conseqüência da reestruturação das economias pós – industriais, devido ao desaparecimento de atividades que antes eram bem remuneradas no setor industrial. Entretanto, nos paises pobres, a pobreza manteve- se basicamente estável, ou seja, nenhuma conseqüência positiva do surgimento das TIC’s, visto que muitos paises ainda nem as receberam. E em alguns paises pobres como Índia e China que já fazem uso destas, os dividendos gerados ficam concentrados em mãos de uma pequena minoria, enquanto, a maioria da população vive na linha abaixo da pobreza. Ou seja, existe aí uma diferença do que é pobreza em paises ricos e o que é pobreza em paises pobres. Ou seja, este mal sabe da existência desta revolução mundial, da transformação da sociedade em “sociedade da informação”, enquanto que aquele, as devidas transformações já ocorreram e o que houve foi um não acompanhamento por parte de alguns trabalhadores ao novo ritmo imposto.
Mark Warschauer, traz neste ultimo momento o que é o foco principal do texto , a exclusão digital como empecilho para a inclusão social. Tratou no texto a esfera econômica como fator excludente, a partir de agora mostrará que não é o único e sobretudo, a partir da demonstração de quatro das principais vantagens do uso das novas tecnologias, mostrará como o uso destas se faz condição necessária para a inserção do individuo neste novo mundo e a proporção que as mídias on-line atraem mais e mais informações sobre as diversas esferas da vida educação, política, cultura, entretenimento e relações pessoais, torna-se mais difícil para o cidadão que não dispõe destes conhecimentos o exercício da plena cidadania.
As informações trazidas pelo autor são de suma importância, embora não sejam as mais inovadoras, validas por permitir uma discussão sobre a importância não do acesso ao computador, mas sobretudo, pela gama de possibilidades que este pode proporcionar. Abrir pauta, para pensarmos no computador, não como o protagonista desta nova revolução, mas apenas como uma ferramenta que facilita e potencializa o uso e conhecimento do grande numero de informações que estão disponíveis, sendo esta – a informação – a grande protagonista de toda esta transformação. Assim, governos, organizações, instituições, devem se preocupar não em criar programas de fácil acesso a estas ferramentas, mas antes em criar projetos que possam esclarecer as pessoas as diversas possibilidades de uso do aparelho.

Friday, October 20, 2006

www.indiosonline.org.br

Especialistas e autores indígenas debatem entre os dias 17 e 19 de outubro, em São Paulo, as formas de atuação dos povos nativos na Internet, na literatura e nos meios audiovisuais.

Além de estudiosos da questão indígena, estarão reunidos no I Seminário de Mídias Nativas representantes de diversas aldeias, entre eles o videomaker Terena João Felipe Gomes Marcos, além do organizador da Rádio Terena, Emídio Pereira Neto, e os escritores guaranis Olívio Jekupé e Giselda Jerá.

"Os índios iniciaram uma intensa e diversificada ação informativa que vai da criação audiovisual à construção de sites e de redes digitais", diz Massimo Di Felice, professor da ECA (Escola de Comunicação e Artes da USP) e organizador do evento. "Uma apropriação tecnológica da palavra e um deslocamento eletrônico do pensamento nativo que supera a contraposição entre centro-periferia, antigo-moderno, local-global."

Os índios brasileiros têm forte atuação na Internet. Representantes de sete etnias usam a rede desde 2004, por exemplo, para fazer reivindicações e criticar o governo federal e os fazendeiros pelo site www.indiosonline.org.br. No México, um índio de origem otomi criou um navegador que traduz sites do espanhol para o ñhañhú, uma das 85 línguas nativas que se mantêm vivas no país