Um modelo de inclusão digital: o caso da cidade de Salvador de Leonardo Costa e Andre Lemos
Universidade Federal da Bahia
Faculdade de Comunicação
Disciplina: Comunicação e Informática
Aluno: Gabriel Barney
Um modelo de inclusão digital: o caso da cidade de Salvador
A Sociedade da Informação ou Sociedade do Conhecimento ou Cibercultura, ou ainda a Sociedade Digital, há varias definições pra um mesmo contexto social, que é, sinteticamente, a emergência das tecnologias digitais e telemáticas que se interam com a cultura contemporânea.
Sendo assim, inclusão social na era da informação significa na maioria dos casos, oferecer condições materiais (destreza técnica e acesso á internet) para o manuseio das TICs. Incluir significa adaptar, moldar e formar indivíduos capazes de manipular programas e sistemas operacionais que poderão estar superados daqui a alguns meses.
Essa discussão passou a fazer parte das políticas publicas de inclusão social, afinal, estar inserido neste contexto passou a ser essencial, e o governo resolveu assumir o controle para assim, poder incluir. Discuti-se então se incluir é adaptar e como fazer com que a inclusão seja substancial para quem a assimila? Porque incluir é necessariamente dispor de componentes técnicos (conhecimento operacional), cognitivo (visão crítica), econômica (ter condições financeiras de acesso às tecnologias). Essa inclusão deve abranger os capitais sociais, culturais, técnicos e intelectuais. Devendo estar em sinergia para o enriquecimento dos indivíduos ou dos grupos, para que os quatro capitais essenciais sejam assim assimilados.
Estar inserido digitalmente passa a ser considerado um direito dos cidadãos, cabendo aos poderes públicos já que há um dialogo entre inclusão digital e inclusão social. O “ Programa Sociedade da Informação” de 1999 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão objetivando políticas de inserção da sociedade brasileira, como um todo no cenário, já que 85% da população brasileira está excluída da chamada “Sociedade da Informação”.
“Lula ira fazer da inclusão digital uma poderosa arma de inclusão social”, são palavras do ministro das Comunicações, Paulo Lustosa, , que afirmou ainda que o governo tem pressa em integrar todos os programas existentes no país. Para isso criará o Modelo Brasileiro de Inclusão Digital, que evitara a duplicidade de projetos. O Governo esta criando o “Casa Brasil” (telecentros e rádios comunitárias)e o “Computador para Todos”. Entretanto, os mais beneficiados encontram-se na região Sul e Sudeste.
Inclusão digital:
Espontânea: sociedade na era da informação, tendo ou não formação para tal uso. A vivencia em metrópoles coloca o individuo em meio tecnológico. Ex: uso de caixas eletrônicos em bancos, cartões de credito, smart cards e celulares.
Induzidas: projetos induzidos de inclusão digital as tecnologias eletrônicas e as redes de computadores executados por empresas privadas, instituições governamentais e não governamentais.
São três as categorias de Inclusão Digital Induzida:
Técnica: destreza no manuseio do computador, softwares e da internet. Estimulo do capital técnico.
Cognitiva: visão crítica dos meios, estímulos dos capitais culturais, sociais e intelectuais. Prática social transformadora e consciente. Capacidade de compreender os desafios da sociedade contemporânea.
Econômica: capacidade financeira em adquirir e manter computadores e custeio para acesso à rede e softwares básicos. Reforço dos quatro capitais ( técnico, social, cultural e intelectual).
Quatorze projetos foram analisados na cidade de Salvador, durante o segundo semestre de 2004, fazendo parte do projeto de conclusão de curso de Leonardo Costa, e orientado por André Lemos. Apenas o capital técnico, na maioria dos projetos analisados, ou seja, em 85,71%, é privilegiado, em detrimento dos capitais social, cultural e intelectual, esquecendo, assim, os aspectos cognitivos e econômicos. Os autores defendem a idéia e eu concordo quando dizem que as TICs, não devem ser injetadas de fora para produzir certos resultados. Ela deve ser tecida de maneira complexa na sociedade. Pois, de maneira geral, eles estão centrados na ênfase do aprendizado técnico.
Análise doa capitais investidos nos projetos de inclusão digital em Salvador:
85,74%: inclusão técnica.
35,71%: inclusão cognitiva
7,14%: inclusão econômica, ou seja , apenas um projeto.
14,28%: não se enquadram em nenhum capital analisado.
7,14%: Três tipologias: visão ampla e complexa da inclusão digital, é o caso dos Infocentros.
Sendo assim, de maneira, os capitais intelectuais, sociais e culturais estão fora do contexto de inclusão. O combate a essa nova forma de segregar, deve ser articulado com outras políticas de luta contra as diversas desigualdades sociais.
Segundo Rondelli, há 4 passos para inclusão digital:
o ensino (só acesso não é suficiente);
a oportunidade de emprego dos suportes técnicos digitais na vida cotidiana e no trabalho;
a necessidade de políticas públicas para inclusão que visem mais especificamente privilegiar o aspecto cognitivo.
e a exploração dos potenciais dos meios digitais.
O capital cultural e a memória de uma sociedade, o social, a potencia política, e o técnico a potencia da ação e da comunicação (Lemos, 2004).]
Os autores do artigo em questão crêem que o processo de “inclusão” deve ser visto sob os indicadores econômicos (ter condições financeiras de acesso ás novas tecnologias), cognitivo (estar dotado de uma visão crítica e de capacidade independente de uso e apropriação dos novos meios digitais) e técnico (possuir conhecimentos operacionais de programas e de acesso à internet). Neste sentido, incluir é um processo amplo que deve contar com ações nos quatro capitais explicitados: técnico, social, cultural e intelectual.
RESUMO DOS CAPITAIS (todos já explicitados anteriormente):
SOCIAL
TÉCNICO
CULTURAL
INTELECTUAL
Sendo, privilegiado o Capital Técnico nos projetos de inclusão da cidade de Salvador.
TRES CATEGORIAS A FIM DE ENTENDER A “INCLUSAO” (analisado apenas os processos de Inclusão Induzida).
TÉCNICA
COGNITIVA
ECONÔMICA

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