Wednesday, December 13, 2006

RECURSOS FÍSICOS: COMPUTADORES E CONECTIVIDADE

RECURSOS FÍSICOS: COMPUTADORES E CONECTIVIDADE

Paulo Henrique

No texto “Recursos físicos: computadores e conectividade” o autor aborda como a disponibilidade dos meios técnicos influenciam no acesso das pessoas aos computadores e à conectividade.

Utilizando-se do resultado de pesquisas realizadas por Kristopher Robinson e Edward Crenshaw (feita em 75 países desenvolvidos e em desenvolvimento), e pela pesquisa de Eszter Hargittai (feita nos 18 países membros da OCDE) o autor vai demonstrar que o problema da exclusão digital está relacionado à ausência – ou pouca presença - dos recursos indispensáveis para o desenvolvimento e estímulo da prática da comunicação, tais como: teledensidade, concorrência entre as empresas de telefonia, nível de escolaridade e abertura política.

Com esses dados, o autor faz uma demonstração comparativa, evidenciado o fato de que tais fatores impedem que haja uma maior expansão do numero de pessoas incluídas no meio digital tanto nos países desenvolvidos, como nos em desenvolvimento. Contudo, é exposto, que enquanto os países desenvolvidos lutam pela universalização dos serviços, promovendo um acesso mais eqüitativo entre os cidadãos, os paises em desenvolvimento, buscam promover a universalização do acesso aos seus cidadãos.

Ao fazer uma rápida analise de países como, por exemplo, Índia e China o autor demonstra como os problemas da má distribuição da teledensidade e dos recursos econômicos, além do fato desses meios de comunicação não estarem adaptados as respectivas línguas de seus paises, dificulta o avanço da inclusão digital neste países.

Por fim, o autor expõe alguns exemplos de soluções que estão sendo desenvolvidas em alguns países para tentar conseguir promover a inclusão digital nos países subdesenvolvidos: o simputer indiano e o computador popular brasileiro.

RESENHA ARTIGO COMUNICAÇÃO, INFORMAÇÃO E CIDADANIA: A INCLUSÃO DIGITAL COMO ALTERNATIVA A DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL.

Nesse artigo escrito por Ligia Maria Moreira Dumont e Marina Cajaíba da Silva, é inicialmente comentado dentro do contexto atual das TIC´s (Tecnologias de Informação e Comunicação) relacionando com as possíveis oportunidades de cidadania geradas pelas TIC´s.
Na introdução do artigo, as autoras fazem um apanhado geral das características sociais e naturais de dois distritos: São Gonçalo do Rio das Pedras e Milho Verde, pertencentes ao município do Serro – localizado no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais -. Essa região é considerada uma das mais pobres do Brasil.
Então, começam citando diversos “pontos negativos” dos distritos: os vilarejos não têm água encanada; estrada é de terra e quando chove ficam ilhados; algumas casas não têm luz elétrica, e também cita alguns “pontos positivos” como a beleza natural composta por diversas cachoeiras, serras e montanhas; uma boa culinária mineira; etc.
Após comentar essas características gerais, elas entram no tópico que começa a relacionar a comunicação e informação com a cidadania. Apresentam diversos conceitos, de diversos autores, dentre eles de direitos sociais, pobreza, exclusão social, e cidadania.
Um dos tópicos mais importantes do artigo é o “A inclusão social a partir das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC`s)”, pois é nele que está a problemática do texto. Nele se argumenta a possibilidade de resultados significativos com a implantação da tecnologia em locais “esquecidos” como -acontece em Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras com a implantação dos telecentros com acesso a Internet.
Por fim, as autoras citam diversos casos de resultados positivos, após a implantação das novas tecnologias nos vilarejos. Exemplos como: transações bancárias, acesso a inscrições em vestibulares e concursos públicos; uso de chats e e-mails; acesso à informação em tempo real; etc. Porém, segundo as autoras, mesmo com todos esses resultados não se pode chegar a nenhuma conclusão concreta, quando se trata de influência na melhoria das condições sociais dos distritos.

Thursday, December 07, 2006

Um modelo de inclusão digital: o caso da cidade de Salvador de Leonardo Costa e Andre Lemos

Universidade Federal da Bahia
Faculdade de Comunicação
Disciplina: Comunicação e Informática
Aluno: Gabriel Barney

Um modelo de inclusão digital: o caso da cidade de Salvador


A Sociedade da Informação ou Sociedade do Conhecimento ou Cibercultura, ou ainda a Sociedade Digital, há varias definições pra um mesmo contexto social, que é, sinteticamente, a emergência das tecnologias digitais e telemáticas que se interam com a cultura contemporânea.
Sendo assim, inclusão social na era da informação significa na maioria dos casos, oferecer condições materiais (destreza técnica e acesso á internet) para o manuseio das TICs. Incluir significa adaptar, moldar e formar indivíduos capazes de manipular programas e sistemas operacionais que poderão estar superados daqui a alguns meses.
Essa discussão passou a fazer parte das políticas publicas de inclusão social, afinal, estar inserido neste contexto passou a ser essencial, e o governo resolveu assumir o controle para assim, poder incluir. Discuti-se então se incluir é adaptar e como fazer com que a inclusão seja substancial para quem a assimila? Porque incluir é necessariamente dispor de componentes técnicos (conhecimento operacional), cognitivo (visão crítica), econômica (ter condições financeiras de acesso às tecnologias). Essa inclusão deve abranger os capitais sociais, culturais, técnicos e intelectuais. Devendo estar em sinergia para o enriquecimento dos indivíduos ou dos grupos, para que os quatro capitais essenciais sejam assim assimilados.


Estar inserido digitalmente passa a ser considerado um direito dos cidadãos, cabendo aos poderes públicos já que há um dialogo entre inclusão digital e inclusão social. O “ Programa Sociedade da Informação” de 1999 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão objetivando políticas de inserção da sociedade brasileira, como um todo no cenário, já que 85% da população brasileira está excluída da chamada “Sociedade da Informação”.
“Lula ira fazer da inclusão digital uma poderosa arma de inclusão social”, são palavras do ministro das Comunicações, Paulo Lustosa, , que afirmou ainda que o governo tem pressa em integrar todos os programas existentes no país. Para isso criará o Modelo Brasileiro de Inclusão Digital, que evitara a duplicidade de projetos. O Governo esta criando o “Casa Brasil” (telecentros e rádios comunitárias)e o “Computador para Todos”. Entretanto, os mais beneficiados encontram-se na região Sul e Sudeste.


Inclusão digital:

Espontânea: sociedade na era da informação, tendo ou não formação para tal uso. A vivencia em metrópoles coloca o individuo em meio tecnológico. Ex: uso de caixas eletrônicos em bancos, cartões de credito, smart cards e celulares.

Induzidas: projetos induzidos de inclusão digital as tecnologias eletrônicas e as redes de computadores executados por empresas privadas, instituições governamentais e não governamentais.

São três as categorias de Inclusão Digital Induzida:

Técnica: destreza no manuseio do computador, softwares e da internet. Estimulo do capital técnico.
Cognitiva: visão crítica dos meios, estímulos dos capitais culturais, sociais e intelectuais. Prática social transformadora e consciente. Capacidade de compreender os desafios da sociedade contemporânea.
Econômica: capacidade financeira em adquirir e manter computadores e custeio para acesso à rede e softwares básicos. Reforço dos quatro capitais ( técnico, social, cultural e intelectual).


Quatorze projetos foram analisados na cidade de Salvador, durante o segundo semestre de 2004, fazendo parte do projeto de conclusão de curso de Leonardo Costa, e orientado por André Lemos. Apenas o capital técnico, na maioria dos projetos analisados, ou seja, em 85,71%, é privilegiado, em detrimento dos capitais social, cultural e intelectual, esquecendo, assim, os aspectos cognitivos e econômicos. Os autores defendem a idéia e eu concordo quando dizem que as TICs, não devem ser injetadas de fora para produzir certos resultados. Ela deve ser tecida de maneira complexa na sociedade. Pois, de maneira geral, eles estão centrados na ênfase do aprendizado técnico.

Análise doa capitais investidos nos projetos de inclusão digital em Salvador:

85,74%: inclusão técnica.
35,71%: inclusão cognitiva
7,14%: inclusão econômica, ou seja , apenas um projeto.
14,28%: não se enquadram em nenhum capital analisado.
7,14%: Três tipologias: visão ampla e complexa da inclusão digital, é o caso dos Infocentros.

Sendo assim, de maneira, os capitais intelectuais, sociais e culturais estão fora do contexto de inclusão. O combate a essa nova forma de segregar, deve ser articulado com outras políticas de luta contra as diversas desigualdades sociais.

Segundo Rondelli, há 4 passos para inclusão digital:

o ensino (só acesso não é suficiente);
a oportunidade de emprego dos suportes técnicos digitais na vida cotidiana e no trabalho;
a necessidade de políticas públicas para inclusão que visem mais especificamente privilegiar o aspecto cognitivo.
e a exploração dos potenciais dos meios digitais.

O capital cultural e a memória de uma sociedade, o social, a potencia política, e o técnico a potencia da ação e da comunicação (Lemos, 2004).]
Os autores do artigo em questão crêem que o processo de “inclusão” deve ser visto sob os indicadores econômicos (ter condições financeiras de acesso ás novas tecnologias), cognitivo (estar dotado de uma visão crítica e de capacidade independente de uso e apropriação dos novos meios digitais) e técnico (possuir conhecimentos operacionais de programas e de acesso à internet). Neste sentido, incluir é um processo amplo que deve contar com ações nos quatro capitais explicitados: técnico, social, cultural e intelectual.


RESUMO DOS CAPITAIS (todos já explicitados anteriormente):


SOCIAL
TÉCNICO
CULTURAL
INTELECTUAL

Sendo, privilegiado o Capital Técnico nos projetos de inclusão da cidade de Salvador.


TRES CATEGORIAS A FIM DE ENTENDER A “INCLUSAO” (analisado apenas os processos de Inclusão Induzida).


TÉCNICA
COGNITIVA
ECONÔMICA

Wednesday, December 06, 2006

RESENHA:
Tecnologia e Inclusão Social: a exclusão digital em debate
Capítulo 5: Recursos Humanos: Letramento e educação
MARK WARSCHAUER

A educação afeta a interação on-line em dois níveis: No primeiro vê-se a educação em um sentido maior como acelerador do desenvolvimento econômico. “A educação em massa correlaciona-se diretamente com os níveis elevados de acesso à Internet pela sociedade.” Esta relação seria uma “mão dupla” pois a educação não é apenas causa do desenvolvimento econômico, mas também conseqüência deste.
No segundo nível, as habilidades de leitura e escrita mostram-se essenciais para a capacidade de utilização da Internet.

Tecnologia e Letramento.
As transformações sociais, econômicas e tecnológicas estariam provocando mudanças nas práticas do letramento. Surgem novas práticas baseadas na informática e na Internet. O autor cita quatro:
1. Letramento por meio do computador.
Este termo, antes referido as formas mais básicas de operação com computador, teria sido bastante criticado por esta simplicidade, porém cita o autor um exemplo de como este letramento pode influir num melhor desempenho e eficiência em uma tarefa de diferente escrita, comparando o célebre autor Gabriel Garcia Márquez antes adepto da máquina de escrever e hoje utilizando o computador que lhe garantiu maior produtividade.
2. Letramento informacional.
Este letramento envolve tanto o conhecimento específico do uso do computador como habilidades de letramento crítico. Esse letramento crítico se torna necessário na medida em que no universo on-line existe a grande quantidade de informações incorretas, nocivas, confusas e inúteis que necessitam serem filtradas pelo usuário.
3. Letramento Multimídia.
Pelo fato de ser um letramento mais fácil e acessível, a multimídia adquire uma grande importância na informática. Diferente da leitura e escrita, estes muito mais difíceis, menos acessíveis e discriminatórios (limitam-se às línguas de maior influência), a multimídia torna-se um letramento de maior importância nesta democratização do acesso. Porém a inacessibilidade ao conteúdo multimídia devido à estratificação social dos sistemas educacionais e a indústria da tecnologia e informação pode causar o oposto do citado acima, causando maior desigualdade nesta questão.
4. Letramento comunicacional mediado por computador.
Este se refere às habilidades interpretativas e de escrita necessárias para que as pessoas se comuniquem efetivamente mediante a mídia on-line. Seria incluir a pragmática da argumentação e da persuasão eficaz em diversos tipos de mídia da Internet. A habilidade mais básica se aprenderia em uma ou duas horas numa sala de bate-papo virtual, porém isto não quer dizer que seria o suficiente para saber escrever uma mensagem eficaz de correio eletrônico para uma empresa, uma instituição acadêmica ou um representante político.

A vida social da educação.
Seriam duas escolas de pensamento no debate educacional: A primeira considera a educação como processo de transmissão, a aquisição de fatos, informações e conhecimento mediante um regime de aula expositiva e tutela. Seria uma abordagem em desacordo com os imperativos da era da informação. A segunda, vê a educação como um processo construtivista, um processo mental interno, baseado na descoberta individual dos fenômenos externos. Estes seriam apaixonados da tecnologia educacional.
Para o autor, nenhuma das escolas consegue avaliar plenamente os fatores sociais que estão no centro do aprendizado e da educação.
Em seguida, o autor falará das comunidades de prática, onde se daria quase todo o aprendizado humano. Seriam redes de pessoas dedicadas a atividades similares. Nessas comunidades o aprendizado ocorre por meio de aprendizagem (uma criança aprendendo a falar ou um recém formado médico fazendo residência.). As comunidades de prática são de grande importância para as novas tecnologias. É uma maneira mais fácil de aprender um programa de computador em um escritório com outros em atividade similar do que em casa sozinho.

TIC na educação.
“Os conceitos de aprendizado localizado e pedagogia crítica são inestimáveis para o entendimento do relacionamento da TIC com a educação”
Aprendizado localizado seria o auxílio aos estudantes para tornarem-se parte integrante das comunidades de aprendizado criando situações relevantes, proporcionando oportunidades para os estudantes.
A pedagogia crítica tem muito em comum com o aprendizado localizado porém enfatiza o papel dos alunos na definição dos seus próprios problemas, com base em necessidades e questões sociais enfrentados por suas família e comunidades.
O autor afirma ser dada uma ênfase exagerada na informática por si. Focando apenas nas noções básicas em vez de buscar a interatividade que se pode com novas comunidades e cultura e no enfrentamento dos problemas significativos. Ele cita três programas de ensino que seguem este segundo caminho:
1. Educação por via da Informática.
Seria uma das maneiras imediatas de promover o acesso a TIC na educação. Centros comunitários de tecnologia estabeleceram programas comunitários para capacitar pessoas socialmente marginalizadas a aprender a usar computadores. Estes centros existem tanto em países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Dois exemplos são o Comitê para Democratização da Informática com sede no Brasil que foi estabelecido em parceria com o setor privado e o Playng2Win fundado em Nova York. Ambos projetos utilizam a informática não só como fim mas como meio de se realizar projetos voltados para a área social ou questões das próprias comunidades.
2. Educação reforçada por computador.
Na educação reforçada por computador, um currículo mais amplo já está estabelecido, baseado em cursos como matemática, ciências, estudos sociais entre outros. O objetivo deste programa é utilizar eficazmente a tecnologia para reforçar as finalidades educacionais mais amplas. Os principais locais associados à educação reforçada são as escolas públicas e os cursos superiores, assim sendo, este programa acaba entrando numa arena crítica de combate a marginalização em relação à sociedade da informação. As escolas públicas podem proporcionar um meio importante de inclusão e igualdade social.
Porém, nas escolas norte-americanas, onde o uso de computadores é o mais extensivo os resultados não são animadores. A evidência sugere que a utilização de computadores na educação está tendendo a piorar em vez de ajudar a superar a desigualdade da sociedade. Um dos possíveis fatores para esse fato negativo possa a ser a diferença no uso dos computadores em relação à faixa social. Estudos comprovam que em escolas mais pobres, com estudantes de níveis sociais inferiores (quase totalizados por estudantes negros e de origens hispânicas), o uso do computador refere-se à correção de trabalhos (em alguns casos servia de auxílio para ajudar a preparar a mão-de-obra para o mercado de trabalho) enquanto escolas “ricas” (maioria branca e de origem asiática) utilizariam estes computadores para aplicações e simulações que estimulam o pensamento de nível superior. Algumas escolas de comunidade de baixa renda fogem a regra e acabam por utilizar a informática para fins acadêmicos de enorme eficácia nas nessas comunidades. O autor cita dois exemplos: Projeto Fresa, onde estudantes de uma comunidade rural de maioria hispânica utilizam a TIC para promover as habilidades acadêmicas e a consciência crítica, e a Academia de Tecnologia no Centro de Aprendizado Foshay, localizado numa zona pobre de Los Angeles onde em uma academia de tecnologia é enfocado assuntos como programação e criação multimídia abordando diversos temas sociais.